Recentemente, alguém voltou a discutir golpes de vendas multinível, o que me fez lembrar do caso MBI, que foi um grande escândalo na época. Falando nisso, o nome Zhang Yufa pode parecer um pouco estranho para muitas pessoas, mas a escala das fraudes que ele criou no Sudeste Asiático realmente ultrapassa a imaginação.



Um chinês de origem malaia, usando o nome de criptomoedas, conseguiu enganar cerca de 500 bilhões de yuan chineses de China e Sudeste Asiático, com mais de 2 milhões de vítimas. Isso não é um caso pequeno, mas uma fraude de grande escala que durou mais de dez anos.

O mais interessante é que a história de sucesso de Zhang Yufa é bastante clara. Em 2008, durante a crise financeira, ele abriu um café chamado Red Island, prometendo que um investimento de 6000 ringgits poderia se tornar acionista, com um retorno triplo em cinco anos. Parece tentador à primeira vista, mas qual foi o resultado? O menu do café tinha dez pratos, todos com uma cruz, ou seja, nada existia de verdade. Essa é a tática típica de um esquema Ponzi — atrair fundos com promessas ilusórias, enquanto a operação física não existe de fato.

Após a primeira fraude ser descoberta, Zhang Yufa não refletiu, mas se tornou ainda mais audacioso. Ele criou o Dream Circle, prometendo retornos de 70% a 90%, e depois evoluiu para a MBI, lançando uma criptomoeda chamada M币, que dizia ser “só subir, nunca cair”. Cada fraude era mais refinada que a anterior, tornando-se cada vez mais difícil de identificar.

O mais cruel é que, durante o período da MBI, ele comprou apoio de funcionários de vários níveis do governo e também realizou muitas atividades de caridade. As vítimas até o chamavam de “Papai Zhang”, considerando-o como uma figura paterna. Essa é a maior habilidade do golpista — não apenas enganar dinheiro, mas criar um sistema de crenças, fazendo as pessoas acreditarem e voluntariamente serem “cortadas” como cebolas.

Quando a MBI quebrou completamente em 2019, cerca de 2 milhões de chineses perceberam que tinham sido enganados. Aqueles que se ajoelharam nas ruas da Malásia para pedir justiça, podemos imaginar o desespero. E Zhang Yufa? Fugiu para a Tailândia e virou monge. Dizia que era para “cultivar a si mesmo”, mas na verdade era para fugir da perseguição. O mais absurdo é que ele afirmou que essa seria uma “saída temporária”, de apenas 7 dias. Um monge por 7 dias? Claramente, era uma estratégia para atrasar o processo.

Até julho de 2022, as polícias da China, Malásia e Tailândia realizaram uma operação conjunta e prenderam Zhang Yufa na Tailândia, depois o entregaram para julgamento na China.

Ao olhar para todo esse caso, o mais importante não é quão inteligente Zhang Yufa é, mas sim como ele consegue sempre dar uma nova roupagem às suas fraudes. Criptomoedas, blockchain, lojas físicas… os golpistas estão sempre evoluindo. E as vítimas? Muitas vezes, se deixam levar por palavras como “alto retorno”, “baixo risco” e “enriquecer rápido”.

Resumindo, as características dessas fraudes de vendas multinível são bem simples: não há produto real, a própria empresa não lucra, promete retornos altíssimos, exige pagamento de taxa de adesão e desenvolvimento de novos membros. Identificar esses sinais não é difícil; o mais difícil é resistir à ganância humana. Não existe almoço grátis, o que cai do céu geralmente não é um bolo, mas uma armadilha. Zhang Yufa caiu, mas fraudes semelhantes continuam acontecendo, porque sempre há alguém que acredita que será o sortudo que vai escapar.
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